terça-feira, 9 de junho de 2020


QG da Família - Quem quiser plantar saudade, escalde bem a semente e plante na terra seca em dia de sol bem quente, pois se plantar no molhado, ela nasce e mata a gente.. Antonio Pereira Created by Filmigo:http://filmigoapp.com/free #filmigo

QG da Família - Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro! Created by Filmigo:http://filmigoapp.com/free #filmigo

Projeto Horta QG
https://youtu.be/tYNdnTGls-E

quarta-feira, 15 de abril de 2020

O Empreendedorismo na Vida de Pessoas Com Necessidades Especiais

acessibilidade entrou na pauta das discussões mais relevantes em relação ao mercado profissional há algum tempo, pois cada vez mais pessoas têm buscado por oportunidades de trabalho e recebem recusa devido a deficiências físicas. Uma das soluções que muitos que enfrentam essa situação encontram é apostar no empreendedorismo.
Pessoas com necessidades especiais podem ser empreendedoras?
origem

Acessibilidade e Empreendedorismo – Histórias de Quem Conquistou a Liberdade Profissional

 
Se já é difícil conseguir soluções de acessibilidade para deficientes em estabelecimentos comerciais enquanto clientes é ainda mais complexo convencer possíveis empregadores a contratar pessoas que são portadoras de necessidades especiais. Nos últimos anos, o Brasil assistiu ao crescimento do número de empreendedores com algum tipo de deficiência.
 
Conforme uma pesquisa realizada pelo Sebrae, em torno de 27% dos empreendedores brasileiros tem alguma deficiência e, desse grupo, 94% realizam suas atividades por conta própria e sem sócios. Ainda analisando esse grupo, o Sebrae observou que cerca de 6% oferecem empregos e quase metade realizam seu trabalho em casa.
 

A Trajetória de Andrea Schwarz e Jaques Haber na Criação da i.Social

 
Um dos principais exemplos de empreendedorismo aliado à vontade de aumentar a discussão acerca de acessibilidade é do casal Andrea Schwarz e Jaques Haber, que fundou a empresa i.Social. Um dia, Andrea teve um mal súbito e, simplesmente, deixou de sentir as pernas, no hospital o diagnóstico apontou uma má-formação da medula espinhal que havia tornado a jovem paraplégica.
 
Após o longo período de adaptação à nova vida, sempre ao lado do então noivo Jaques, Andrea descobriu que não é nada fácil encontrar acessibilidade para deficientes e não estou me referindo apenas a escadas, mas falta de espaço de circulação adequado para cadeirantes, banheiros adaptados, entre outros problemas. Foi esse sentimento de frustração do casal que fez com que eles partissem para o primeiro projeto com foco na acessibilidade.
 

Guia São Paulo Adaptada

 
O primeiro projeto recebeu o nome “Guia São Paulo Adaptada” e foi lançado no ano de 2000, com foco na apresentação dos estabelecimentos da cidade que ofereciam acessibilidade e conforto para deficientes. As coisas aconteceram de maneira improvisada e o casal conseguiu patrocínio mais com sorte do que planejamento. Foi esse projeto que impulsionou o desejo dos dois se tornarem empreendedores sociais.
 
Contudo, o que Andrea e Jaques descobriram é que não era nada fácil seguir esse caminho e que eles teriam dificuldade em conseguir investimento para o projeto. Foram muitos meses de procura de empresas que acreditassem no sonho social de inclusão sem que houvesse uma resposta satisfatória. Andrea, hoje, reconhece que toda essa dificuldade foi essencial para o crescimento sustentável da i.Social.
 

i.Social

 
A empresa i.Social é uma consultoria focada em empregabilidade de pessoas com deficiência. A ideia surgiu da observação que o casal fez de que, se por um lado, as organizações não queriam investir em projetos de acessibilidade, por outro estavam obrigadas a contratar pessoas com deficiência devido a Lei de Cotas.
 
A companhia criada por Andrea e Jaques já posicionou no mercado de trabalho mais de 10 mil profissionais com alguma deficiência. Foram desenvolvidos mais de 500 programas de inclusão focados em áreas como treinamento, palestras, programas de carreira, entre outros.
 

Vagas Inclusivas

 
A empresa social ganhou um braço online através do portal Vagas Inclusivas, que reúne currículos dos candidatos cadastrados da i.Social. O objetivo é tornar mais fácil o acesso das empresas a profissionais com algum tipo de deficiência para incluir em seus quadros.
 

Publicações

 
O casal direcionou sua energia ainda para a criação de mais duas publicações relevantes no setor de acessibilidade para deficientes: “Guia Brasil Para Todos” (livro que reúne dicas de turismo para pessoas com deficiência, indicando as melhores cidades para conhecer no país) e “COTAS – Como vencer desafios da contratação de pessoas com deficiência”.
 

Outra História de Acessibilidade e Empreendedorismo

 
Assim como Andrea, outras pessoas foram levadas ao caminho de empreendedorismo devido a condições impostas por alguma deficiência. Um dos casos é o de Luana Cavalcante que, ao chegar ao último ano do curso de graduação em moda no Rio de Janeiro, se viu sem nenhuma oportunidade de estágio.
 
As vagas simplesmente sumiam quando a jovem contava que era portadora de paralisia cerebral, tendo que usar andador e cadeira de rodas. Observando que dificilmente seria inserida no mercado de trabalho, a jovem criou a sua própria marca de roupas, “Sweet Angels”, que é direcionada para pessoas com deficiência.
 
O diferencial das peças é contar com fechamento com velcro lateral, tornando o momento de ir ao banheiro ou se vestir muito mais simples. Luana tornou o que é visto como um problema uma solução para a sua falta de oportunidades no mercado de trabalho. Além de ajudar a tornar a rotina de pessoas que enfrentam dificuldades como as dela no dia a dia mais fácil, ainda se tornou uma empresária.
 
As histórias que apresentei sobre o empreendedorismo focado em acessibilidade para deficientes são muito inspiradoras para quem deseja se tornar um empresário. Deixe seu comentário a respeito do tema e compartilhe com seus amigos!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Meu paciente jovem teve um AVC, e agora?

Ainda que seja mais comum em adultos mais velhos, o acidente vascular cerebral (AVC) também ocorre em neonatos, crianças e adultos jovens, resultando em morbidade e mortalidade importantes. Como o tópico de AVCs é enorme, a proposta deste artigo é focar no AVC arterial isquêmico no jovem adulto até 45 anos de idade, pois a isquemia cerebral costuma possuir avenidas bastante amplas em termos de investigação para sua etiologia e possibilidades de prevenção secundária.
Há neste assunto espaço para aprofundar-se em longas discussões aos que por elas se interessarem, porém, é importante que todo clínico saiba identificar os pontos principais das causas desta doença cuja incidência é estimada de 3,4 a até 22,8/100.000 pessoas por ano.
Em predominância por sexo, a incidência de AVCs é maior em homens do que em mulheres, independente de idade, subtipo de AVC ou histórico de trauma. Nas crianças e nos adultos jovens, alguns dos fatores de risco que contribuem para causa de AVC são distintos dos habituais conhecidos para adultos mais velhos.
Nos jovens, falaremos muito mais sobre:
  • Doenças cardíacas congênitas ou adquiridas;
  • Condições hematológicas;
  • Vasculopatias;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Ingestão de substâncias exógenas como drogas.
Infelizmente, os escassos dados disponíveis sobre causas e fatores de risco para AVC nos adultos jovens advém apenas de coortes populacionais ou de estudos unicêntricos.
Um dos maiores estudos de coorte realizados sobre o assunto na Finlândia consistiu de 1.008 pacientes com idades de 15 a 49 anos com seu primeiro AVC isquêmico, e trouxe as seguintes observações:
– A ocorrência do AVC isquêmico aumenta exponencialmente com a idade.
– De maneira geral, os fatores de risco mais comuns foram dislipidemia, tabagismo e hipertensão, encontrados em 60, 44 e 39%, respectivamente.
– As etiologias mais comuns foram cardioembolismo e dissecção arterial cervicocefálica em 20 e 15%, respectivamente.
– A proporção de doença de pequenos vasos e aterosclerose de grandes vasos (14 e 8%) aumenta de forma significativa inicialmente entre as idades de 30 a 35 anos.
– A frequência de AVC de etiologia indeterminada (33%) diminuiu com a idade.
Este estudo realizado na Finlândia chama a atenção para o fato de que, ainda que o paciente jovem precise de uma investigação usualmente mais ampla do que o mais velho, os tradicionais fatores de risco para AVC (como tabagismo, hipertensãodislipidemia) podem já ser os responsáveis pelo AVC. Nestes casos o AVC seria apenas uma infeliz manifestação precoce de doença cardiovascular. Para estes pacientes, os cuidados de prevenção secundária voltados a correção do fator de risco cardiovascular será similar a abordagem que é usual para adultos mais velhos.
E para aqueles adultos jovens que não apresentam um óbvio fator de risco tradicional para AVC, como conduzir a investigação de uma forma dirigida, economicamente razoável, e aumentar as chances de corretamente realizar a posterior prevenção secundária? Vamos abordar as diferentes frentes que necessitam ser avaliadas nestes pacientes.
Aspecto cardíaco: as doenças congênitas cardíacas são um risco para AVC cardioembólico, especialmente no período perioperatório ou após cateterismo cardíaco. Mesmo por anos após a correção cirúrgica ou paliativa, estas doenças congênitas continuam representando um risco de 9 a 12 vezes maior para AVC no adulto jovem afetado do que na população em geral. No entanto, o papel do forame oval patente (FOP) e prolapso da valva mitral, anormalidades cardíacas muito comuns, persiste ainda de forma controversa. Lesões cardíacas adquiridas, como endocardite, cardiomiopatia, valva prostética, também são fatores de risco para AVC. De maneira geral, a contribuição cardíaca para o AVC pode incluir os seguintes mecanismos:
  • Embolia paradoxal.
  • Hiperviscosidade.
  • Risco aumentado de êmbolos sépticos.
  • Dilatação de câmeras cardíacas e respectiva formação de trombos.
  • Arritmias.
Aspecto hematológico: a anemia falciforme é a causa mais comum de AVC em crianças. Já nos adultos jovens, também devemos considerar outras afecções hematológicas. Outras anemias, particularmente a ferropriva, pode estar envolvidas. As trombofilias, mutações de antitrombina, protrombina, por exemplo, são mais comuns e estatisticamente significativas quando consideramos o AVC em crianças. Nos adultos jovens, essa associação é mais incerta quando tratamos de AVC arterial isquêmico, porém são fatores a se considerar quando deparar-se com tromboembolismo venoso. Como o propósito deste artigo é o foco em AVC arterial isquêmico, as evidências fundamentam que nestes casos deve-se de rotina pesquisar apenas os seguintes fatores no adulto jovem:
  • Anticorpo antifosfolípede
  • Mutação do fator V de Leiden
Uso de anticoncepcionais hormonais orais (ACHO): o uso de ACHO foi associado a um pequeno porém significante aumento de incidência de AVC isquêmico em vários estudos, mas não em todos. Esta preocupação era maior no início do uso de ACHOs com maior dose de estrogênio. As preparações que contém menos de 50mcg de etinil-estradiol estão associadas com menor risco. Importante notar que em mulheres jovens saudáveis (não-tabagistas e sem hipertensão arterial sistêmica), o risco é bastante baixo. Torna-se um fator mais preocupante quando combinado com outros fatores de risco:
  • Idade mais avançada (>39 anos);
  • Tabagismo;
  • Enxaqueca com aura
  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Obesidade
  • Dislipidemia
  • Mutações protrombóticas
Importante notar que as apresentações injetáveis e de patch transdérmico, quando contiverem estrogênio, também podem aumentar o risco para AVC isquêmico. O risco parece ser menor para AVC e outros eventos cardioembólicos nos contraceptivos com apenas progesterona e/ou combinados. De toda forma, é válido considerar outras formas não-hormonais de contraceptivos nas mulheres jovens que tenham apresentado um AVC isquêmico.
Dissecção arterial: trata-se de um fator vascular importante em algumas séries de adultos jovens estudadas. Enquanto o trauma vascular definitivo ou provável é identificado em alguns pacientes, também pode ocorrer uma dissecção espontânea. Doenças do tecido conjuntivo como a síndrome de Ehlers-Danlos e síndrome de Marfan, por exemplo, podem predispor a dissecção.
Abuso de substâncias: o uso de drogas simpaticomiméticas, como cocaína e metanfetamina, pode causar AVC por hipertensão, vasoespasmo ou vasculite. Outras substâncias que já tiveram dados epidemiológicos relacionados a AVC incluem: heroína, outros opiáceos, marijuana, canabinoides sintéticos.
Vasculites: as doenças inflamatórias vasculares que afetam os vasos cerebrais podem ser primárias ou secundárias.
• As vasculites primárias relacionadas com AVC isquêmico incluem:
◦ Arterite de Takayasu;
◦ Arterite de células gigantes;
◦ Poliarterite nodosa;
◦ Doença de Kawasaki;
◦ Angiite primária do sistema nervoso central (SNC).
• As vasculites secundárias relacionadas com AVC isquêmico são associadas afecções do colágeno vascular, como o ocorrido no lúpus ou em infecções diversas, por exemplo:
◦ Meningite bacteriana;
◦ Infecções virais incluindo o HIV e varicella;
◦ Sífilis;
◦ Tuberculose do SNC;
◦ Infecções fúngicas.
Distúrbios metabólicos: geralmente estão associadas com AVC por seu efeito na parede vascular. Usualmente apresentam-se de forma bastante precoce, seja ainda na infância ou no início da vida adulta e costumam apresentar pistas em outros familiares de acordo com seu padrão de herança genética. São alguns exemplos mais relevantes:
– CADASIL (cerebral autosomal-dominant arteriopathy with subcortical infarcts and leukoencephalopathy): doença autossômica dominante que leva a uma degeneração progressiva das células musculares lisas das paredes vasculares. São pacientes que terão precocemente enxaqueca, AVC isquêmico, acidente isquêmico transitório (AIT). Costumeiramente também será possível encontrar um padrão de acometimento familiar com estes eventos ocorrendo ainda na infância e em adultos jovens.
– Doença de Fabry: de armazenamento do lisossomo, ligada ao cromossomo X, que se manifesta em infartos múltiplos no adulto jovem do sexo masculino afetado e nas mulheres que carregam a mutação.
– MELAS (mitochondrial encephalomyopathy with lactic acidosis and stroke-like episodes): doença mitocondrial de herança materna com acometimento de diversos sistemas, cuja marca é a ocorrência de episódios AVC-símiles, ou seja, com clínica similar ao AVC, associadas também a enxaqueca, baixa estatura, perda auditiva. Usualmente se manifesta ainda na infância apesar de um desenvolvimento inicial normal. Um curso remitente-recorrente é o mais comum. Os episódios vão levando a uma disfunção neurológica progressiva e demência.
Foi realmente um AVC?
Por fim, lembremos que o diagnóstico diferencial para o AVC arterial isquêmico é amplo e existem outras doenças que podem se apresentar com déficits neurológicos agudos. Algumas condições que podem mimetizar AVCs arteriais isquêmicos no adulto jovem incluem:
  • Outras anormalidades vasculares: hemorragia intracraniana; aneurisma cerebral; malformação arteriovenosa; trombose de seios venosos cerebrais;
  • Condições não-vasculares: tumores; lesões estruturais; paresia pos-ictal prolongada (Todd); migrânea complicada; hemiplegia familiar alternante; infecção intracraniana; hipertensão intracraniana idiopática; doenças desmielinizantes; situações tóxico-metabólicas; síncope; condições psicogênicas.
Em resumo, embora os fatores de risco para AVC arterial isquêmico em adultos jovens sejam diferentes dos típicos no adulto mais velho, ainda é importante lembrar do papel dos fatores clássicos como hipertensão, tabagismo, diabetes e hipercolesterolemia.
Quando for necessário expandir a sua busca por outras etiologias, direcione a investigação para pistas que virão, principalmente, da boa anamnese extraída do paciente e/ou de outros informantes. Levantar o histórico de afecções prévias do paciente, mesmo aquelas ocorridas ainda na infância, pode trazer pontos de partida mais claros na sua pesquisa. De forma similar, uma história familiar que pesquise possíveis eventos cardiovasculares ocorridos precocemente também pode ser útil, bem como o levantamento dos hábitos do paciente na questão de uso de medicamentos e eventuais abusos de substância.
Quando falamos do reconhecimento precoce do AVC no jovem, é importante reforçar para a população em geral o fato de que isso pode acontecer mesmo nos adultos mais jovens e nas crianças, pois os estudos ainda demonstram que estes pacientes chegam aos hospitais de forma mais tardia e usualmente não trazidos por ambulância. Este atraso potencialmente prejudica o tratamento precoce com trombólise nos casos indicados.
A investigação da etiologia do AVC arterial isquêmico no adulto jovem é um convite para o clínico considerar como esta doença pode ser o sinal de alerta para diversas doenças sistêmicas.
Autora:
Referências:
  • Kristensen B, Malm J, Carlberg B, Stegmayr B, Backman C, Fagerlund M, Olsson T. Epidemiology and etiology of ischemic stroke in young adults aged 18 to 44 years in northern Sweden. Stroke. 1997 Sep;28(9):1702-9.
  • Nencini P, Inzitari D, Baruffi MC, Fratiglioni L, Gagliardi R, Benvenuti L, Buccheri AM, Cecchi L, Passigli A, Rosselli A, et al. Incidence of stroke in young adults in Florence, Italy. Stroke. 1988 Aug;19(8):977-81.
  • Putaala J, Metso AJ, Metso TM, et al. Analysis of 1008 consecutive patients aged 15 to 49 with first-ever ischemic stroke: the Helsinki young stroke registry. Stroke 2009; 40:1195.
  • Leys D, Bandu L, Hénon H, et al. Clinical outcome in 287 consecutive young adults (15 to 45 years) with ischemic stroke. Neurology 2002; 59:26.
  • Ji R, Schwamm LH, Pervez MA, Singhal AB. Ischemic stroke and transient ischemic attack in young adults: risk factors, diagnostic yield, neuroimaging, and thrombolysis. JAMA Neurol 2013; 70:51.
  • Lutski M, Zucker I, Shohat T, Tanne D. Characteristics and Outcomes of Young Patients with First-Ever Ischemic Stroke Compared to Older Patients: The National Acute Stroke Israeli Registry. Front Neurol. 2017 Aug 21;8:421.
  • José M Ferro, Ayrton R Massaro, Jean-Louis Mas – Aetiological diagnosis of ischaemic stroke in young adults J Neurol Neurophysiol 2012, 3:4 DOI: 10.4172/2155-9562.1000133

Teste de concentração: descubra como está o seu poder de se focar nas tarefas diárias

Seu perfil é do tipo que faz anotação ou que nunca se esquece de nada?
Resposta às perguntas e vá somando os números ao final da resposta.
1. Quando tem uma tarefa para realizar, você:a) Prepara-se com antecedência e conclui antes do prazo (1)
b) Faz várias anotações para usar durante o trabalho (3)
c) Pensa e conversa com outras pessoas antes de começar a trabalhar (4)
d) Deixa para a última hora (2)
 
2. Seu local de trabalho é:a) Organizado e tem apenas objetos necessários (4)
b) Limpo, exceto pelo que precisa para fazer o seu trabalho (2)
c) Um pequeno espaço no meio de uma grande desorganização (3)
d) Você não tem espaço de trabalho (1)
 
3. Quando está trabalhando, você prefere:a) Silêncio total (3)
b) Algum som de fundo (2)
c) Música (4)
d) Qualquer uma das anteriores ? você é indiferente a sons (1)
 
4. Quando está usando o telefone, você:a) Costuma usar o ouvido direito (4)
b) Costuma usar o ouvido esquerdo (3)
c) Altena entre os ouvidos (1)
d) Prefere usar um aparelho que deixei suas mãos livres e permita que você se movimente (2)
 
5. Você usa o telefone com mais frequência para:
a) Fofocar (4)
b) Fazer telefonemas de trabalho (1)
c) Trocar o mínimo de informações (3)
d) O mínimo possível (2)
 
6. Com qual frequência você desliga o celular:

a) Nunca (4)
b) Quando não estou trabalhando, portanto, à noite (2)
c) Quando vai dormir (3)
d) Não tem celular (1)
 
7. Quando lê, você:
a) Lê conscientemente cada palavra como se pudesse ouvi-la na sua mente (3)
b) Murmura as palavras enquando lê (4)
c) Faz anotações enquando lê (2)
d) Faz uma leitura dinâmica (1)
 
8. A fim de não se esquecer de algo, você:
a) Escreve um lembrete para si mesmo (3)
b) Repete para se lembrar (4)
c) Coloca um objeto em um lugar diferente para se lembrar (2)
d) Nenhuma das anteriores ? você nunca se esquece (1)
 
9. A fim de encontrar a solução para um problema, você:
a) Pensa em várias formas diferentes de resolvê-lo (4)
b) Encontra imediatamente uma forma de resolvê-lo (3)
c) Entra em pânico (1)
d) Pede ajuda a alguém (2)
 
10. Quando trabalha em um projeto, você prefere:
a) Trabalhar só (3)
b) Trabalhar com uma ou duas pessoas (1)
c) Liderar uma equipe (4)
d) Colaborar com uma equipe emprestando seu conhecimento (2)
 
Pontuações
 
10-15 pontos:
Você é uma pessoa com quem é fácil se relacionar e não tem uma preferência em especial para lidar com as coisas, mas pode achar mais fácil concentrar-se em algumas coisas que em outras. Identificar o que é mais natural para você pode ajudá-lo a encontrar diferentes formas de resolver problemas quando achar que não consegue sair do lugar.
 
16-25 pontos:
Você tende a preferir ação. Acha mais fácil concentrar-se em algo que faz um sentido físico para você, portanto gosta de resolver as coisas movimentando-se, avaliando-as a partir de pontos de vista diferentes e tocando-as. Provavelmente, tem boas habilidades espaciais e avalia tudo de vários ângulos, preferindo o pensamento divergente. Gosta de ser bom no que faz e fica feliz tanto em acrescentar conhecimento a uma equipe quanto em trabalhar sozinho.
 
26-35 pontos:
Você prefere o aprendizado visual. Provavelmente rabisca quando usa o telefone e gosta de resolver problemas desenhando diagramas ou fluxogramas e fazendo listas. Você pode aperfeiçoar suas habilidades auditivas para equilibrar isso, mas tende a lembrar-se das coisas visualizando-as, e pode ser bom em soletração, pois é capaz de "ver" as palavras na sua mente.
 
36-40 pontos:
Você prefere o aprendizado auditivo e, provavelmente, se concentra com facilidade no que ouve. Pode ser um bom linguista, mímico ou músico. Contudo, pode equilibrar isso procurando formas adicionais de se concentrar: não confiar apenas no que está na sua cabeça quando tentar aumentar sua capacidade de concentração ? faça também anotações.
 
Fonte: A Arte da Concentração, de Harriet Griffey. Editora Larousse